Dois de Fevereiro - Iemanjá Negra, marca a volta e os 100 anos de tradição

Foto divulgação: Cristian Carvalho
Dois de Fevereiro
- A tradicional Festa de Iemanjá em Salvador, maior festejo popular do país ligado a uma religião de matriz africana, que nos últimos dois anos foi mantida de forma simbólica e esse ano retoma marcando 100 anos de tradição, está recebendo uma escultura de  Iemanjá Negra, feita pelo artista plástico Rodrigo Siqueira, e comporá destaque no altar da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho.
Entenda a tradição
A tradição da festa em homenagem a Iemanjá teve início no ano de 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas pedindo fartura nas pescarias. Nesta época os peixes estavam escassos no mar, surgindo assim o festejo.
A Festa de Iemanjá é uma das celebrações mais importantes da cultura afro-brasileira na Bahia. Realizada todos os anos, a festividade homenageia a deusa Iemanjá, símbolo da fertilidade, do mar e das águas, de acordo com a religião candomblé. Durante a celebração, milhares de pessoas se reúnem nas praias da Bahia para prestar homenagem à deusa e pedir bênçãos para o ano que se inicia.
A Festa de Iemanjá na Bahia é marcada por uma série de tradições e rituais. Muitos participantes oferecem flores, frutas, velas e outros itens à deusa, enquanto outros se banham nas águas do mar para se purificar e receber as bênçãos de Iemanjá. Além disso, a festa é acompanhada por uma intensa celebração musical, com o som de samba de roda, congas, tambores e outros instrumentos típicos da cultura afro-brasileira.Além de ser uma celebração religiosa, a festa é também uma celebração da vida, da comunidade e da alegria, uma renovação anual de esperanças e bênçãos para o ano que se inicia, marcando os início dos festejos carnavalescos.

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